Um breve resumo sobre investimentos

Existem diversos tipos de investimentos. Uns mais agressivos, outros menos, uns de curto, outros de longo prazo. Outra forma de classificar é basicamente separar entre produtos de renda fixa e renda variável. Só lembre que existe um meio termo, nem renda fixa, nem renda variável.

A ideia do artigo é explicar de forma simples, sem entrar muito no detalhe, os investimentos mais populares e para quem são indicados, de acordo com perfil de risco, objetivos e prazos.

Vamos começar?

Ativos de Renda Fixa

Quando você compra um título de Renda Fixa, está emprestando dinheiro ao emissor do papel, que pode ser um banco, uma empresa ou mesmo o Governo. Em troca, recebe uma remuneração por um determinado prazo.

Os ativos de renda fixa envolvem um risco menor. Por outro lado, têm potencial de ganho menor também. É a famosa relação Risco x Retorno.

Um instrumento que será mencionado algumas vezes quando explicarei os diversos tipos de investimento é o FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Se o investimento for de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, no caso de quebra do banco, o fundo devolve o valor investido. Mas fique tranquilo, é raríssimo um banco de investimentos quebrar hoje em dia.

Títulos Públicos

  • É um tipo de ativo de baixíssimo risco. Os investidores emprestam dinheiro para o governo federal, recebendo em troca uma determinada rentabilidade.
  • Também são conhecidos como títulos do tesouro.
  • Podem ser pré ou pós-fixados, além de terem a opção para proteção quanto à inflação.
  • Vantagens: baixo custo (em algumas instituições, custo zero) e baixo valor mínimo de aplicação.
  • Desvantagem: Não tem garantia do FGC.

Títulos Privados

O banco capta dinheiro dos investidores e devolve, ao fim de um período, a quantia aplicada mais o juro acordado no momento do investimento. Os mais procurados são:

  • CDB – Certificado de Depósito Bancário

    O CDB é um título de renda fixa emitido por bancos. Pode ser pré ou pós-fixado e, até mesmo híbrido, a união do pré com o pós. Podem ser de liquidez diária ou de longo prazo e possuem garantia do FGC.

  • LCI – Letra de Crédito Imobiliário

    É emitido pelos bancos. Os recursos captados pelo emissor são utilizados para o financiamento das atividades do setor imobiliário. Possuem garantia do FGC e isenção do Imposto de Renda.

  • LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

    É emitido pelos bancos, mas a captação de dinheiro é direcionada para financiar as atividades do setor do agronegócio. Possuem garantia do FGC e isenção do Imposto de Renda.

  • CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários

    São títulos lastreados em créditos imobiliários distribuídos por uma companhia securitizadora de recebíveis imobiliários. Têm isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Por outro lado, não contam com o FGC.

  • CRA - Certificados de Recebíveis do Agronegócio.

    São relacionados ao financiamento da atividade agropecuária. Tem isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Por outro lado, não contam com o FGC.

  • Debêntures

    São títulos de dívidas de empresas que não sejam uma instituição financeira ou uma instituição de crédito imobiliário. As debêntures de infraestrutura são isentas de Imposto de Renda e não contam com a garantia do FGC.

  • Poupança

    Um dos investimentos mais populares. Sofrem remunerações mensais apenas na data de aniversário. O rendimento da poupança corresponde a 70% da taxa Selic, ficando muito abaixo dos demais investimentos de renda fixa, que costumam render mais do que a Selic. Conta com isenção de Imposto de Renda e garantia do FGC.

E ainda existem as Letras Financeiras, FIDCs, entre outros menos populares.

Ativos de Renda Variável

São ativos que envolvem um risco maior e, por consequência, um potencial retorno maior também. Estamos falando, basicamente, de ações negociadas na Bolsa de Valores brasileira.

Ação é um pedaço de uma empresa. É a menor parcela do seu capital social. Com um ou mais pedaços dessa empresa, você se torna sócio dela.

Para o investidor, existem duas formas de se ganhar dinheiro com ações:

  1. Com a valorização de suas ações, ou seja, o mercado está disposto a negociá-las a preços superiores àqueles que o investidor pagou na época da aquisição.
  2. Através de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Dividendos são pagos a partir do lucro gerado pela empresa. JCP são uma bonificação dada ao acionista sobre o patrimônio líquido da companhia.

Fundos de investimentos

Um fundo é a reunião do capital de diversas pessoas (cotistas) para que, coletivamente, façam parte de uma carteira de ativos administrada por gestores profissionais qualificados. Seu patrimônio é dividido em cotas.

Podemos dividir, basicamente, em:

  • Fundos de renda fixa: perfil conservador.
  • Fundos multimercados: perfil moderado.
  • Fundos de ações: perfil agressivo.

Além desses, podemos citar os fundos cambiais e os internacionais, e os fundos imobiliários, que investem em diversos tipos de ativos imobiliários, seja no desenvolvimento de empreendimentos seja em imóveis já prontos, como edifícios comerciais, shopping centers, galpões e hospitais.

Os fundos não possuem FGC, mas, como mecanismo de proteção, cada fundo possui CNPJ próprio. No caso improvável de quebra do fundo, uma outra instituição incorpora o fundo.

Os fundos possuem tributação diferenciada. Os de renda fixa trabalham com faixas de incidência do imposto enquanto os de ações pagam 15% de Imposto de Renda.

COEs

Também conhecidos como Certificados de Operações Estruturadas. São um ótimo veículo para se ter acesso a diversas classes de ativos, como fundos globais, ações norte-americanas, etc.

Como vantagens, está a possibilidade de retornos expressivos com riscos controlados. Alguns COEs possuem capital protegido, o que significa que, na pior das hipóteses, o investidor recebe de volta o valor investido.

Afinal, aonde investir?

Para montar uma carteira de investimentos equilibrada, diversifique os ativos em função de liquidez e nível de risco. "Não coloque todos os ovos numa só cesta." E sempre conte com a ajuda de profissionais capacitados, eles podem ajudá-lo a criticar sua carteira e montar uma nova, se for necessário.

Por fim, lembre-se que a taxa de juros da economia brasileira vem caindo, o que era muito atraente no passado perdeu bastante rentabilidade. O investidor, para ter retornos maiores, terá que tomar um pouco mais de risco. É assim nos países desenvolvidos, será assim no Brasil, esperamos, no futuro.

Ótimos investimentos e até uma próxima!