5 dicas para começar a investir em ações

Olá, sou o Marcos Moore e quero conversar com você, que está começando a investir ou pensando em investir em ações.

Recentemente, atingimos o número recorde de investidores cadastrados na B3, a nossa Bolsa de Valores. Isso se deve, na minha opinião, a dois fatores:

  1. Topo histórico superado. Isso quer dizer que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de SP, atingiu o maior nível de todos os tempos. Muitos investidores querem fazer parte da festa, gerando uma euforia que alimenta novas altas.

  2. Queda da taxa básica de juros, a taxa Selic. No passado, a taxa de juros estava em cerca de 14% ao ano e agora gira em torno de 6,5%. Isso significa que aquele 1% de ganho mensal, praticamente livre de risco, ficou no passado. O investidor terá que tomar mais risco se quiser obter ganhos mais expressivos. E aí surgem os investimentos em ações.

Não custa lembrar que o mercado de ações oferece oportunidades de ganhos expressivos, mas, por outro lado, há sempre o risco de perder parte dos investimentos, no caso de desvalorização das ações.

Para quem tem um perfil de investidor de Bolsa, é preciso, em primeiro lugar, abrir uma conta em alguma corretora de valores. Consulte o site da CVM e busque opiniões de conhecidos. Veja quem está por trás, se um banco ou se é uma corretora independente. É importante conhecer a saúde financeira da instituição, pois a corretora precisa ser lucrativa. Também é necessário contar com boas plataformas, áreas de análise, custos atraentes e ótimo atendimento.

Após abrir uma conta na corretora escolhida, o cliente faz o aporte de dinheiro, via TED, que será usado para a compra das ações selecionadas.

Dito isso, vamos às dicas!

Dica 1: Pense no seu prazo e objetivos. Seu investimento é para curto ou longo prazo? E em que situação, positiva ou negativa, você zeraria sua posição naquela ação? Porque a ação pode subir muito e você pode achar que o lucro já está ótimo. Ou se desvalorizar e você talvez decida interromper as perdas, arcando com o prejuízo.

Dica 2: Conheça o seu perfil de investidor. Isso é necessário até para definir o percentual do seu capital que será alocado em renda variável. Basicamente, clientes conservadores não se sentem confortáveis investindo em ações. Se o seu perfil é agressivo, significa que o seu apetite por risco é maior, portanto, é mais tolerante às perdas que possam ocorrer.

Dica 3: Tente diversificar. Concentrar em ações de um mesmo setor gera um risco desnecessário. Um evento pode afetar o setor e prejudicar toda a sua carteira. Escolha diferentes ações, mas sem exagerar na quantidade. A partir de 8 ações, o ganho em termos de diversificação é marginal. Além disso, tomar conta de uma carteira com muitas ações dá muito mais trabalho, sem dúvida.

Dica 4: Conte com a ajuda de especialistas na seleção dos ativos. Uma casa de análise que emita relatórios / recomendações ou uma gestora que tenha um fundo de ações são caminhos alternativos à ideia de escolher ações por conta própria. Um analista ou gestor tem muito mais informações do que um investidor comum. Os profissionais possuem acesso a relatórios com os números da empresa, conversam com os executivos sobre a saúde financeira das instituições e conhecem as projeções da empresa. Dessa forma, não só conseguem escolher as melhores ações como também o timing de entrada e saída em cada ação.

Dica 5: Comece o quanto antes. Na segunda operação, tudo parecerá mais simples. Lembre-se de que suas operações podem ser feitas via alguma plataforma de negociação ou mesa de operações. Pela mesa, o custo é mais alto que por plataformas.

Acredito que essas 5 dicas farão muita diferença na hora de começar a investir em ações.

Bons investimentos!

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