Fundos de Investimento para o meu perfil de risco

O equilíbrio entre risco, retorno e perfil de investidor

Como vimos nas aulas passadas, todo e qualquer investimento estará sujeito a três variáveis: segurança, liquidez e rentabilidade. Vimos também que não existirá nenhum investimento que ofereça os três ao mesmo tempo. No máximo, conseguiremos obter dois deles simultaneamente, mas em detrimento do terceiro.

Paralelamente a isso, temos o perfil do investidor que, como você já sabe, pode variar de acordo com diversos fatores, como idade, momento de vida, perfil psicológico, objetivos e capacidade financeira.

Saber combinar isso tudo para poder tomar uma decisão de investimento acertada é quase uma arte. Sim, porque, além de conhecer a fundo sobre si mesmo, o chamado autoconhecimento, é preciso saber decidir onde investir, dado que as opções disponíveis no mercado são inúmeras.

Quando pensamos em rentabilidade, os prospectos dos Fundos podem mostrar sua rentabilidade de duas formas: rentabilidade absoluta, que indica um percentual de rendimento para aquele Fundo, ou rentabilidade relativa, geralmente como um percentual de um benchmarking, como o CDI.

Há ainda outros fatores que devemos levar em conta no momento de escolhermos um Fundo que atenda a nossa estratégia, como custos, por exemplo. Cada Fundo poderá definir critérios distintos para a remuneração de seus gestores. Alguns deles cobram taxas de performance, que pode ser integral ou começar a contar a partir do momento em que o desempenho do Fundo superar um determinado benchmark. Além disso, há também taxas de administração, come-cotas e impostos.

A rentabilidade dos Fundos pode ser significativamente afetada por custos de administração muito altos. Há casos de Fundos de Renda Fixa cobrando taxa de administração de 2% ou 3% ao ano, ao passo que, usualmente, é possível encontrarmos taxas de administração de, no máximo, 0,5% ao ano. Altas taxas têm um impacto direto na rentabilidade do seu Fundo. Por isso, é fundamental que você faça uma pesquisa em busca de taxas menores.

A taxa de administração faz todo o sentido. Afinal, o gestor do Fundo conta com o trabalho de uma equipe de técnicos, especialistas, analistas e economistas que buscarão a melhor composição de ativos para atender cada perfil de investidor.

Finalmente, quanto aos impostos, eles seguirão as regras de tributação que serão abordadas em detalhes em aula específica. No entanto, como regra geral, os Fundos de Renda Fixa obedecem à tabela progressiva de Imposto de Renda, que começa com 22,5% para aplicações até 180 dias e vai até 15% para aplicações com permanência acima de 720 dias.

Para Fundos de Ações, a tributação é de 15% para Fundos cuja composição tenha, no mínimo, 67% de seus recursos alocados em Ações.

Devemos lembrar que o resultado do Fundo dependerá, entre outros fatores, de sua exposição ao risco, e este depende da volatilidade dos ativos que o compõem. A regra é, quanto maior a volatilidade, maior será o risco; e, quanto maior o risco, maiores as chances de ganhos superiores ou de quedas.

Por isso, é importante que o investidor avalie seu perfil de tolerância ao risco e saiba encaixar isso dentro de sua estratégia de investimentos. Uma das regras é: quanto menor o prazo de investimento e a necessidade do dinheiro, menor também deverá ser sua exposição ao risco.

A ideia por trás dessa regra é o tempo necessário para recuperar nosso capital após uma queda. Imagine-se aos 70 ou 80 anos de idade sofrendo uma queda no montante aplicado. Eventualmente, a recuperação daquela perda poderá levar alguns anos, o que possivelmente afetará seus rendimentos durante esse período.

Uma queda acentuada em um Fundo de ações de uma pessoa com 20 anos de idade que trabalha e que possa fazer aportes não terá o mesmo impacto em sua vida financeira.

Finalmente, convém lembrar que, assim como o CDB, LCI, LCA e caderneta de poupança, os Fundos de Investimento não possuem garantia de cobertura do FGC. Se, porventura, o Fundo quebrar, sua gestão poderá ser assumida por algum banco ou outro gestor.

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