Como conseguir de volta 1% ao mês de rentabilidade?

Os tais 1%

Embora toda nossa história econômica recente tenha sido pontuada por altos e baixos com variações nas taxas de juros e nos índices de inflação, um número ficou marcado na mente da maioria da população e, principalmente, dos investidores: o 1%.

O valor de 1% ao mês era o retorno típico esperado tanto por quem colocava seu imóvel para alugar quanto para quem aplicasse, por exemplo, em um ativo de renda fixa. Esse número era uma referência até mesmo para medir a qualidade do retorno de um investimento.

Assim, se um fundo pagasse menos que 1% ao mês, seria considerado um investimento ruim. Por outro lado, se você conseguisse aplicar seu dinheiro recebendo mais do que 1% ao mês, este seria considerado um bom negócio.

A cultura do 1% a.m. existe principalmente a partir do início deste século até 2016/2017. A taxa básica durante esse período variou sempre em patamares acima de 12,68% ao ano (aproximadamente 1,0% a.m.), com raros momentos abaixo.

No entanto, desde outubro de 2016, o Banco Central iniciou um novo corte da taxa básica de juros e, de forma gradativa, chegou a 6,5% a.a., a nossa menor taxa de juros da história moderna.

Obviamente, isso afetou diretamente os investimentos mais conservadores, que sempre renderam pelo menos 1 % ao mês.

O que mudou então? Por que esse patamar de juros não tem volta? Se a inflação continuar mais comportada e se a agenda econômica de aparente responsabilidade fiscal continuar, dificilmente teremos a volta dessa taxa básica para 2 dígitos novamente.

Com a realização das necessárias reformas na estrutura tributária, previdenciária e da infraestrutura de produção, a tendência para o Brasil é que a taxa SELIC permaneça em patamares baixos. Dessa forma, títulos de renda fixa tenderão a remunerar cada vez menos, comparativamente ao que ocorre hoje.

Restará ao investidor aprender como compor uma carteira que combine risco e rentabilidade para que seu dinheiro não apenas mantenha o poder de compra, mas também seja capaz de trazer retornos reais pelo emprego do capital poupado.

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O plano de estabilização da economia, criado em 1999, implantou uma política monetária que se baseava em:
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