Como funcionam os indicadores de Análise Técnica?

Análise Técnica

A análise técnica, que se utiliza de gráficos e indicadores, é uma técnica centenária. Criada inicialmente no século XVIII no Japão, essa técnica veio se aprimorando ao longo do tempo até que, quando da invenção dos computadores, deu um salto qualitativo imenso.

Baseada na psicologia do comportamento de massas, a análise técnica permite avaliar as chances de o preço de um ativo alcançar um patamar estimado. Pode-se fazer análise para mercados em queda, em alta e mercados onde o preço permanece estável.

Para se fazer esse tipo de análise, utilizam-se conceitos gráficos, como suportes, resistências, canais, linhas de tendência, pivôs e figuras gráficas, como fundos e topos duplos, triângulos e bandeiras.

Para auxiliar e aumentar a precisão da análise, foram criados muitos indicadores, todos eles tendo como matéria prima o preço e o volume de negociação dos ativos ao longo do tempo.

Com a análise técnica, é possível realizar operações que duram desde poucos minutos a muitos meses, eventualmente, anos.

Entre os indicadores mais utilizados na análise técnica, temos:

1) Médias Móveis:

Como o próprio nome já diz, vai ser uma média dos preços de um determinado ativo em um determinado período de tempo. A informação vai aparecer através de uma linha no gráfico. Por exemplo, você pode pegar a média de fechamento de preço dos últimos 10 dias, 4 dias, 20 dias e por aí vai… Vai ao gosto do freguês. E é possível escolher entre a média simples (pesos iguais para todos os dados) ou exponencial (pesos maiores para os dados mais recentes). O objetivo desse tipo de análise é definir uma tendência dos preços ou um suporte/resistência.

Quando for utilizar as médias móveis, preste muita atenção na quantidade de períodos, pois, quanto menor for esse número, mais sensível vai ser a média a um novo preço. Por exemplo, o preço de fechamento do dia de hoje impacta muito menos uma média de 10 dias do que uma de 3 dias, já que, neste último caso, você tem menos observações. Mas qual escolher? Isso vai depender do seu perfil e do modo de operar.

Uma forma de utilizar esse indicador é colocando duas médias diferentes, de tal forma que, quando "uma cruza a outra", se tem um gatilho de entrada ou saída da operação. Esse tipo de operação recebe o nome de "cruzamento de médias móveis", sendo esta uma das formas mais conhecidas de utilização de indicadores de análise técnica.

Veja o cruzamento de médias móveis

2) MACD (Média Móvel Convergência / Divergência)

Este é um outro indicador de análise técnica que também utiliza médias móveis, só que exponenciais. O MACD da maneira mais tradicional nada mais é que a subtração da média móvel exponencial de 12 períodos pela média móvel exponencial de 26 períodos. "Precisa ser exatamente este período de 12 e 26?" Não, mas estes são os valores clássicos.

Posteriormente, foi acrescentado um "sinal", que corresponde à média móvel exponencial de 9 períodos. "Ok, Augusto, mas o que mudou?". Basicamente o resultado do MACD subtraído do "sinal" trouxe o histograma MACD (que mostra o seu resultado em barras).

Este indicador pode ser utilizado de diversas formas, entre elas:

  • Cruzamento: assim como as médias móveis tradicionais;
  • Oscilador: pois, através da linha referencial zero, segundo alguns analistas, podemos ver se o ativo está "comprado ou vendido"; e
  • Divergência: esta é uma forma de buscar reversão da tendência em que o ativo se encontra.

Veja exemplo de MACD

3) Bandas de Bollinger

Este é um indicador que surgiu na década de 80 e não é à toa que é assim chamado; o criador deste indicador se chama John Bollinger! O intuito dessa banda é mostrar a volatilidade do ativo.

Basicamente, as bandas de Bollinger consistem numa linha central com média exponencial e duas bandas de preços, uma acima e outra abaixo desta média, sendo que essas bandas são os desvios-padrão. Tradicionalmente, os valores utilizados nas bandas de Bollinger são média exponencial de 20 períodos, com desvio-padrão de 2.

Pelo valor tradicional, você verá que a maior parte do tempo os preços vão ficar dentro das bandas, trazendo algumas possibilidades de estratégias, como retorno à média e rompimento de banda.

Veja um exemplo de Bandas de Bollinger

4) IFR – Índice de Força Relativa

O IFR é um indicador que consiste numa variação entre 0 e 100. Ele funciona como um termômetro do mercado, buscando medir se o mercado já subiu muito ou caiu muito. O indicador é considerado um oscilador de momentum, que mede a velocidade e a mudança dos movimentos de preços e aparece no formato de linha.

Tradicionalmente, quando os valores estão acima de 70, entende-se que o mercado está sobrecomprado, ou seja, estaria próximo de um topo. Quando os valores estão abaixo de 30, entende-se que esteja sobrevendido, ou seja, estaria próximo de um fundo.

Veja exemplo de IFR - Índice de Força Relativa

5) Volume

É a forma de você acompanhar quanto foi negociado de um determinado ativo em um certo período de tempo. É um dos indicadores mais antigos e mais utilizados no mercado. Traz uma dinâmica diferente da maioria dos indicadores que são baseados em preços.

Alguns operadores utilizam o volume como um indicador de força, pois costuma aumentar significativamente em eventos importantes, como notícias, por exemplo.

Existem várias maneiras de se utilizar o volume para estratégias, geralmente em combinação com outros indicadores.

Veja exemplo de como utilizar volume para estratégias

6) Hilo Activator

Este indicador busca identificar se um ativo está em tendência de alta ou baixa. Ele se utiliza das médias móveis máximas e mínimas de um determinado período para desenhar os seus valores no formato "escadinha" no gráfico. E a ideia é rastrear pontos de entrada a favor da tendência.

Veja exemplo de Hilo Activator

Esses são alguns dos indicadores técnicos mais populares do mercado e como eles podem auxiliar os investidores. No próximo vídeo, comentaremos sobre a possibilidade de juntar as duas análises: técnica e fundamentalista.

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Uma das formas mais conhecidas de utilização de indicadores de análise técnica é o:
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