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As 3 formas de avaliar a dívida de uma empresa

por Victor Veloso

Investir em boas empresas na bolsa de valores é um verdadeiro desafio. Existem muitos indicadores e variáveis na hora de decidir qual empresa você deve comprar, e isso influenciará diretamente nos seus retornos futuros. Sem dúvidas, alguns dos fatores mais importantes são a dívida da empresa e a sua relação com o patrimônio e a geração de caixa da companhia. Nesse sentido, quando falamos de longo prazo, é fundamental que coloquemos nosso dinheiro em empresas de qualidade e que nos darão retorno acima da inflação. Vale a pena frisar que a dívida em si não é algo ruim, mas, sim, o seu tamanho, que pode se tornar um verdadeiro veneno para seus investimentos. Foi pensando nesses pontos que separei aqui os três principais indicadores fundamentalistas que irão ajudá-lo na análise da dívida da empresa antes de você comprar uma ação.

DÍVIDA BRUTA / PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Essa relação é de extrema importância, pois nos dirá como a estrutura de capital funciona, como a empresa se financia. Sendo mais preciso, irá nos dizer a alavancagem da empresa, ou seja, o tamanho de toda sua dívida em relação ao tamanho do seu patrimônio líquido. Nesse sentido, consideram-se valores abaixo de 1 como algo positivo, pois o valor da dívida é inferior a todo patrimônio líquido da empresa, o que representa empresas sem alavancagem. Nesses casos, no pior cenário possível, caso a empresa venha a falência, ela conseguiria pagar todas suas dívidas e ainda sobrará um dinheiro. Em empresas alavancadas, o mesmo não ocorre, porque o que a companhia deve a terceiros é maior do que tudo o que ela possui. É importante também avaliarmos o impacto dessas dívidas no resultado das empresas, por isso separei os próximos indicadores

EBIT / DESPESAS COM JUROS

É importante lembrar que EBIT é o resultado operacional da empresa, já considerando os custos das operações. Dessa maneira, a relação EBIT/Despesas com juros nos diz quantas vezes maior é o resultado operacional em relação ao gasto com pagamento de juros. Costuma-se adotar valores acima de 3 ou 4 como algo positivo e saudável. Vale a pena lembrar que quanto maior esse indicador, melhor, mas por quê? Vamos usar como exemplo uma empresa que tenha 10 como o resultado desse indicador. Isso nos diz que a geração de caixa da empresa é 10 vezes maior do que a despesa gasta com os juros da dívida que ela tomou para financiar suas operações, o que é ótimo. Por outro lado, quando esse indicador começa a gerar valores abaixo de 3, isso pode nos preocupar, porque uma boa parte dos resultados está sendo usada para pagar juros, o que no final do dia gera menos resultados para o acionista.

DÍVIDA LÍQUIDA / EBITDA

A dívida líquida é o valor da dívida bruta menos o caixa da empresa. Esse indicador pega dados anuais da dívida e do EBITDA, que é o resultado operacional antes de levar em consideração a depreciação e amortização. De forma bem objetiva, essa relação nos mostra quantos anos de resultados operacionais a empresa precisará para pagar a sua dívida. Nesse sentido, quanto menor esse valor melhor, pois a empresa precisará de menos tempo para quitar a dívida que tomou. Além disso, quando esse resultado começa a ficar maior do que 3 ou 4, costuma-se considerar algo preocupante, pois não é muito bom levar muitos anos para quitar uma dívida, pois isso acaba aumentando o risco da empresa.

Gostaria de enfatizar aqui que esses indicadores não devem ser usados de maneira isolada, mas, sim, avaliados em conjunto para a tomada de decisão do investidor. Lembre-se de que você deve entender o “case” da empresa e o momento atual dela. Além disso, é muito importante estudar o histórico desses indicadores para compreender se de fato a empresa consegue administrar bem as dívidas e gerar resultados para o acionista.

Agora que você sabe avaliar a dívida de empresas listadas na bolsa de valores, está na hora de começar a investir. Fale com a nossa equipe de assessores de renda variável que vamos ajudá-lo na sua jornada como investidor.

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Victor Veloso

Victor Veloso

Victor Veloso é sócio do Portal do Investimento e atua no núcleo de renda variável e mesa de operações.