Comprei EUA semana passada

Quase a totalidade da população brasileira não sabe lidar com o dinheiro que recebe e, por consequência, não investe. Entendemos muito bem esse fato. Nosso objetivo é mostrar diversas possibilidades inteligentes de alocação com baixo custo e de forma que você não precise se preocupar em acompanhar todos os dias. A ideia é otimizar o seu tempo para que o use com o que realmente importa na vida: família, viagens, amigos, etc.

Imagine que você tenha o interesse em se expor às ações dos Estados Unidos, mas não sabe exatamente como acessar o mercado de fora e muito menos analisar esse tipo de ativo com relatórios complexos e em outra língua. Ter em sua carteira uma exposição em mercados robustos é uma alternativa bem interessante de diversificação, além de estar posicionado em uma moeda mais forte que o real. Então, como fazer isso de forma simples?

Existe uma classe de ativos denominada ETF (Exchange-traded fund), que nada mais é que um fundo negociado em bolsa com o objetivo de replicar uma cesta de ativos. Eles podem replicar um grupo de ações de determinado setor, moedas, índices e diversas outras categorias.

O IVVB11, por exemplo, é um ETF negociado no Brasil, com o objetivo de replicar o maior índice de ações americano (S&P 500), composto pelas 500 maiores empresas negociadas por lá. Portanto, o investidor que compra esse ativo aqui, consegue facilmente se expor ao maior mercado do mundo. Veja abaixo o gráfico do ativo:

Gráfico do IVVB11
Gráfico do IVVB11

Além dele, a nossa bolsa conta com alguns outros. Vamos aos principais:

  • SMAL11 – Carteira de ações de empresas pequenas e médias.
  • BOVA11 –  Exposição ao principal índice de ações brasileiro (IBOV).
  • BRAX11 – Composto pelas 100 principais ações da nossa bolsa.
  • IMAB11 – Performance dos títulos públicos federais

O objetivo de um ETF é acompanhar o seu índice de referência (benchmark), sem ter qualquer pretensão de superá-lo. É considerada, portanto, uma estratégia passiva pelo mercado, enquanto os fundos ativos buscam performar além do seu benchmark.

Vamos nos aprofundar um pouco mais e entender quais são os principais pontos positivos e negativos de possuir esses ativos em carteira:

Principais pontos positivos:

  1. Diversificação: o investidor consegue se expor a um mercado como um todo, sem precisar ter o conhecimento específico de cada ação que compõe o fundo. É ideal para quem não tem tempo e conhecimento profundo sobre as empresas e setores.
  2. Custo: apesar de serem classificados como fundos, são negociados em bolsa e não possuem come-cotas, além de possuírem, na maior parte das vezes, baixíssimas taxas de administração.
  3. Transparência: enquanto um fundo tradicional não possui obrigação de abrir a carteira atual, em um ETF, ela é facilmente encontrada.

Principais pontos negativos:

  1. Alguns ativos de baixa qualidade: quando compramos um ETF que replica as principais ações de uma bolsa, como o BOVA11 (70 principais ações do Brasil), é natural que, no meio, constem empresas de baixa qualidade ou que você não teria interesse de ter em carteira. Vem junto no pacote.
  2. Questão fiscal: aqui no Brasil eles não distribuem dividendos, pois possuem a estratégia de reinvestimento nas ações. Como temos isenção de Imposto de Renda sobre dividendos, o investidor não recebe essa vantagem tributária. No momento da venda das cotas, pagará o IR pelo ganho de capital.
  3. Liquidez: caso você queira investir um volume financeiro alto, é importante verificar a liquidez no mercado. O mercado de ETF’s ainda não possui a mesma liquidez das ações e isso pode ser um risco para o investidor mais robusto.

É verdade que já possuímos ótimas opções em nossa Bolsa, mas ainda temos uma distância bem expressiva quando comparamos a variedade que encontramos aqui com a de fora do país.

Nos Estados Unidos, por exemplo, além dos ETF’s que replicam os principais índices, existem também outras classes, como: maiores pagadores de dividendos, empresas de crescimento, setor imobiliário local, energia, entre outros.

A gama de possibilidades é tão ampla que os investidores americanos que desejam se expor ao setor imobiliário global conseguem acessar com um clique, pelo ticker VNQI (Vanguard Global ex-U.S. Real Estate ETF). Veja aqui abaixo a composição do ativo:

Vanguard Global ex-U.S. Real Estate ETF
Composição do Vanguard Global ex-U.S. Real Estate ETF - Fonte

É realmente incrível possuir uma diversificação global e receber trimestralmente dividendos oriundos dos imóveis que você tem participação. Esse ativo possui pagamento de 3.6% a.a e o valor da cota hoje está sendo negociada a cerca de 60 dólares.

Ainda temos muito a evoluir em nosso mercado de renda variável, mas o cenário atual é muito positivo. A manutenção da taxa de juros a níveis baixos fomenta a migração dos investidores para ativos de maior risco. A tendência é que apareçam novas opções para diversificarmos o nosso capital de forma mais inteligente.

Os ETFs ainda ganharão muito espaço na nossa Bolsa e você poderá se beneficiar desse movimento!

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