Portal do Investimento

Bem-vindo, Investidor

Complete seu cadastro e
acesse ferramentas exclusivas

A próxima queda da bolsa

por Pedro Brum

Enquanto o investidor iniciante vai ganhando dinheiro neste bull market, olhamos para trás e observamos algumas curiosidades sobre momentos como este. Confesso que, nesta coluna, a tendência será sempre de otimismo e jamais terá tons de euforia e de retornos fáceis, independentemente do momento em que estivermos passando.

Desde 2016, a nossa bolsa vem em tendência de alta. Isso quer dizer que o investidor que esteve comprado no BOVA11 (ETF que replica o Ibovespa, principal índice da nossa bolsa) teve um expressivo ganho de capital; aproximadamente, 200%. No entanto, no meio do caminho, passamos por algumas correções. 

Se verificarmos os dados de crescimento de CPFs na B3, veremos que, nos últimos anos, o número de investidores mais que dobrou. Logo, notamos que metade dessas pessoas ainda não possui nenhuma experiência em um mercado de queda e, por serem tão novos nesse jogo, acabam perdendo dinheiro até mesmo no melhor momento possível para bolsa. 

Veja a seguir esse quadro disponibilizado pela própria B3, mostrando o crescimento robusto nos últimos 3 anos.

Fonte: B3

Ao longo desses últimos anos, vi alguns investidores muito animados com o potencial de valorização das suas aplicações em renda variável. Com toda essa euforia natural de um mercado de alta, muitos entram na bolsa sem entender o mecanismo do mercado e com uma ingenuidade preocupante, crendo que os ativos sobem em linha reta ou que, mesmo que caiam, sempre voltarão para a máxima histórica. 

Vamos comentar então sobre algumas quedas de mais de 10% desde o começo do bull market, que assustou e fez muito investidor inexperiente perder dinheiro. Essas desvalorizações no índice foram rapidamente superadas, pois, muitas vezes, tratava-se de casos pontuais, nada estrutural.

  • Maio 2016 – 10,92%. Problemas políticos do governo Temer e possibilidade de aumento da taxa de juros americana.
  • Maio de 2017 – 13,62%. Joesley day.
  • Acumulado de maio e junho 2018 – 20%. Greve dos caminhoneiros.

Apesar de, naquela época, estarmos vivendo um cenário de otimismo, vi de perto muitos investidores saindo do mercado de forma frustrada, acumulando grandes prejuízos e sem entender muito bem o que estávamos passando.

Antes de entrar no mercado de ações, é preciso que o investidor tenha atenção a três pontos-chave discutidos a seguir.

1 . Com qual forma vou acessar a bolsa?

  • Fundo de investimento em ações;
  • ETF (fundos negociados em bolsa que replicam índices);
  • Seguir uma carteira recomendada;
  • Comprar ações diretamente via homebroker ou mesa de operações.

2 . Por quanto tempo desejo continuar na posição?

Essa possivelmente é a questão mais importante para que diminua a chance de perda. Existem várias modalidades, desde operações de alguns segundos até investimentos para a vida toda. Decidir qual é o seu objetivo e por quanto tempo aceita continuar posicionado em determinado ativo ou carteira será o ponto-chave no longo prazo.

3 . Diversifico ou compro uma ação só?

Se posicionar em mais de um ativo é fundamental para a sua perpetuidade no mercado. A diversificação é um pilar quase obrigatório para as carteiras de longo prazo. Se você decidiu investir via fundos, ETF ou carteira recomendada, esse problema já está resolvido.

Mas, se optou por tomar a própria decisão sobre em qual empresa investir, tome cuidado para realizar uma diversificação inteligente. Dividir o capital entre empresas e setores é importantíssimo.

O quadro a seguir mostra que sua carteira de ações talvez não precise conter mais do que 8 ações para efeito de diversificação:

No fim do dia, o que realmente importa é quanto você está confortável com a sua posição e, mesmo que o mercado caia, se consegue se segurar por confiar no método pelo qual optou antes de entrar.

Veja esse quadro a seguir de retorno histórico da bolsa americana por períodos de 1, 5 e 15 anos.

Fonte: Morningstar

Esse estudo mostra que, para um investidor que seguiu o principal índice de ações americano, quanto maior foi o tempo que ele segurou, maiores foram as chances de sair no lucro. O mais interessante é o gráfico com janela de 15 anos. Se você, como investidor, se posicionou comprado na bolsa de lá por, no mínimo, 15 anos, independentemente do momento, saiu no lucro.

Não se engane ao pensar que isso acontece em qualquer país. No Japão, por exemplo, a máxima histórica foi em 1989 e, desde então, o mercado nunca mais chegou perto desse patamar. 

Mais cedo ou mais tarde, o mercado terá seu momento de queda dos preços dos ativos. Se não entendermos bem o fundamento de cada posição em que estamos, a chance de entrarmos em desespero com as notícias será bem grande. Consequentemente, sairemos no pior momento do mercado. Investidores amadores compram caro e vendem barato. Os profissionais fazem o oposto: compram barato e vendem caro.

É nesse ponto que percebemos a importância do acompanhamento de uma assessoria de investimentos. Ter um ponto de apoio para conversar e entender cenários, ativos e diversificação o fará ter uma trajetória otimizada e muito mais tranquila ao longo dos anos. Conte com a nossa equipe nesta jornada!

Encontre as melhores maneiras de conquistar seus objetivos de investimentos.

Pedro Brum

Pedro Brum

Pedro Brum é sócio do Portal do Investimento e atua com operações estruturadas e mesa de operações.