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3 formas simples de amenizar a queda da carteira de investimentos

por Pedro Brum

Hoje, quando comecei a escrever este artigo, lembrei de outro que fiz no início do ano. Se chamava ‘’Me vê tudo em ações!’’. Esse tinha por objetivo consolidar algumas ideias sobre toda a alta da bolsa em 2019 e também mostrar o poder do investimento no longo prazo. Poucos meses se passaram, a bolsa caiu aproximadamente 40% e volto aqui para reforçar a mesma ideia.

No entanto, para o investidor mais iniciante, vale tocarmos em alguns pontos um pouco mais avançados, mas que, em alguns momentos, podem fazer sentido, principalmente se você ainda está no início da jornada e fica aflito com grandes desvalorizações.

Sim, existem algumas formas de lucrar ou amenizar a queda da sua carteira nesses momentos e a minha ideia aqui hoje é apresentar para você algumas delas. Antes disso, queria falar um pouco sobre como o mercado, em geral, está notando essa crise na ótica do investidor pessoa física.

Apesar de todo o caos na economia real e no mercado devido ao Covid-19, a indústria de fundos de ações continua com captação positiva. Ainda que os fundos de renda variável tenham sofrido bastante, boa parte dos investidores tem enxergado o movimento como oportunidade. Para mim, isso se dá pela grande disseminação de informações e, principalmente, pela proximidade entre o gestor e o investidor, via redes sociais, por exemplo.

A maioria das casas de gestão possui perfil no Instagram e Twitter, algumas com gestores bem atuantes. Sem falar na boa e velha Carta mensal, onde o gestor tece comentários sobre o desempenho dos fundos no mês que acabou de se encerrar. Isso é sensacional para quem está iniciando.

Dito isso, vamos ao ponto principal de hoje: como eu poderia de alguma forma minimizar o risco da minha carteira de ações?

1 - Ouro

Podemos ter acesso de forma bem fácil ao mercado de ouro via bolsa. Esse ativo costuma ser estratégico na composição da carteira, apesar de não ser obrigatório. É verdade que historicamente não faz tanto sentido ficar posicionado por muito tempo, mas, em grandes quedas, o ouro tende a se valorizar bastante.

Isso ocorre, pois, quando os mercados globais entram em pânico, os investidores correm para alocar em reservas de valor como ouro e, até mesmo, em algumas moedas fortes. Esse movimento leva a uma grande valorização dessa commodity e permite equilibrar o seu portfólio. Suas ações sofrerão quedas, mas a sua parte em ouro tende a subir.

2 - Alugue suas ações

Quando você compra uma empresa com bons fundamentos para ter em carteira no longo prazo, a ideia é que não se desfaça dela, caso tudo siga dentro dos seus parâmetros de qualidade, certo?

Por que não alugar suas ações para um terceiro e receber por isso? Essa é uma modalidade muito interessante e sem risco para o investidor. Você aluga para alguém e recebe uma taxa proporcional à quantidade e ao período de dias.

Para quem conhece essa modalidade e está lendo isso, é provável que esteja pensando que a atratividade dessa modalidade é bem baixa, pois as taxas de aluguel não costumam ser muito altas. De fato, normalmente não são, mas, com o mercado em queda, a demanda por aluguel cresce muito e as taxas surfam o mesmo movimento, tornando essa modalidade muito atrativa. No próximo tópico, explicarei o motivo desse movimento.

3 - Venda a descoberto

Muitos aventureiros iniciantes não sabem, mas, assim como você pode se posicionar para ganhar na alta, é possível ganhar na queda também. Fica aqui a recomendação do filme ‘’A grande aposta’’, que retrata a crise de 2008 e mostra como alguns gestores fizeram muito dinheiro dessa maneira.

Imagina que você, por exemplo, acredita que as ações de Petrobras vão cair e quer se posicionar para lucrar com a queda. A cotação está em R$17,00 e você acredita que ela vai chegar em R$10,00. Como operacionalizar isso?

É simples. Basta você alugar as ações da Petrobras de alguém, vender ao preço de mercado atual (R$17,00), e após a queda, recomprar essas ações em um preço menor, R$10,00, por exemplo. Depois disso, você devolve as ações para o dono.

Repare que você vendeu a R$17,00 e recomprou a R$10,00 para devolver, tendo um lucro bruto de R$7,00 na operação. Antes que você se anime, lembre-se de que essa operação tem risco e você pode perder bastante dinheiro caso não tenha um acompanhamento adequado e não saiba manejar seus stops ao longo dos dias. Nós auxiliamos e acompanhamos de perto na assessoria esse processo operacional.

Estudar as infinitas possibilidades de alocação no mercado faz muito sentido, pois você conseguirá entender o real motivo das oscilações de preço, seja por fundamentos ou motivadas pelo medo dos investidores de perder mais dinheiro. Isso abrirá uma janela de oportunidade muito interessante e colocará você um passo à frente dos investidores mais iniciantes. A ideia é não entrar em pânico e agir de forma racional.

Outro questionamento que recebo bastante todos os dias é sobre comprar uma proteção agora. Será que faz tanto sentido comprar um seguro de carro no momento em que você acabou de sofrer um acidente? Seguros são mais baratos quando tudo vai bem e a probabilidade de algum problema acontecer é baixa. No mercado de capitais, funciona exatamente da mesma maneira. Realmente, é difícil acertar o momento ideal, mas ter uma carteira bem diversificada será fundamental para minimizar o movimento negativo.

Naquele artigo que mencionei no começo desta nossa conversa, recomendei alguns livros que me ajudaram muito naquele período. Hoje, gostaria de recomendar algumas páginas com as cartas de gestores que acompanho e que, de alguma forma, implemento as ideias ao longo do tempo. Boa leitura!

Oaktree Capital - https://www.oaktreecapital.com/insights

Alaska Asset Manegement - https://www.alaska-asset.com.br/cartas/

Dynamo - https://www.dynamo.com.br/pt/cartas-dynamo

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Pedro Brum

Pedro Brum

Pedro Brum é sócio do Portal do Investimento e atua com operações estruturadas e mesa de operações.