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Não deixe as taxas levarem seu lucro

por Raissa Cabral

Com a queda da taxa básica de juros e os investimentos mais tradicionais em renda fixa cada vez menos atraentes, estamos vivendo uma crescente onda de novos CPFs cadastrados na bolsa. Já são quase 3 milhões de investidores pessoa física tomando mais riscos em busca de melhores retornos.

Esse número significa um grande avanço porque temos cada vez mais pessoas investindo, mas também uma grande preocupação se os investidores iniciantes estão cientes dos custos envolvidos nas operações. Sem falar nos riscos, claro.

Você sabe quais são os custos envolvidos quando investe em ações? Vamos entender custo por custo.

Taxa de corretagem. O custo de corretagem está associado aos intermediários, como corretoras e bancos. Essa taxa é definida pela instituição financeira e ocorre toda vez que o investidor compra ou vende ativos. Existem duas formas de cobrar: uma taxa fixa por ordem executada ou um percentual sobre o montante financeiro da operação mais um valor fixo, de acordo com a tabela Bovespa. O valor fixo por ordem é mais comum hoje em dia, já que boa parte dos investidores efetua as operações por meio de plataformas de negociação, como o Home Broker. A cobrança de um variável acontece quando as ordens são realizadas via mesa de operações.

Taxa de custódia. Quando você compra ações para o longo prazo precisa deixá-las armazenadas na sua conta na corretora. Alguns intermediários cobram essa taxa de custódia para guardar suas ações.

Emolumentos e taxa de liquidação. Os emolumentos e taxas de liquidação são cobranças feitas pela B3, nossa Bolsa de Valores, e cobra-se por cada transação feita. O valor dessas taxas varia de acordo com alguns critérios, como tipo de operação (position, swing trade ou day trade), tipo de investidor (pessoa física, institucional e clube de investimentos) e o valor investido.

No site da própria B3, encontra-se a tabela de tarifa por cada faixa. Para consultar, acesse:

http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/tarifas/listados-a-vista-e-derivativos/renda-variavel/tarifas-de-acoes-e-fundos-de-investimento/a-vista/

Essas regras podem sofrer alterações, então é importante ficar atento para estar sempre atualizado.

Imposto sobre o serviço. O Imposto sobre Serviços é um tributo municipal pelo serviço cobrado na corretagem. São 5% de ISS, 0,65% de PIS e 4% de COFINS, totalizando 9,65% sobre a corretagem gerada no dia.

Imposto de renda. Os investimentos em ações para operações de prazos maiores que o day trade são isentos de imposto de renda se o total de vendas realizadas no mês for inferior a R$20 mil. Se ultrapassar esse valor, será preciso pagar 15% sobre o lucro líquido até o último dia útil do mês seguinte por meio de uma DARF.

Já nas operações de day trade, quando se compra e vende a mesma quantidade de ações no mesmo pregão, não há isenção. É necessário pagar 20% sobre o lucro líquido.

As taxas existem e não podemos fugir delas; por isso, é crucial levar todas em consideração na hora de investir para não ser surpreendido.

E aí, você já considerava todos esses custos na hora de investir?

Encontre as melhores maneiras de conquistar seus objetivos de investimentos.

Raissa Cabral

Raissa Cabral

Raissa Cabral é sócia do Portal do Investimento, atua no núcleo de renda variável dando suporte operacional e mesa de operações.