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ETFs: Vantagens e Desvantagens

por Raissa Cabral

Se você está começando a analisar a possibilidade de investir na Bolsa de Valores, deve ter se deparado com diversos ativos diferentes. Um deles é o ETF (Exchange Traded Fund), mas você sabe o que é, na prática, um ETF?

O EFT é um fundo negociado em bolsa que busca replicar um índice, como o Ibovespa, o S&P 500, entre outros. É também chamado de fundo de índice e representa um dos investimentos mais populares em mercados mais avançados, como o americano ou europeu.

Neste artigo, apresentarei as vantagens e desvantagens dos ETFs.

Vantagens:

- Internacionalização: para quem deseja investir fora do Brasil e não sabe por onde começar, existem ETFs que replicam índices do mundo todo. Por meio deles, você pode investir em grandes empresas, como Amazon e Google, que estão listadas na Bolsa de Nova York.

- Facilidade: investir em renda variável vai muito além de comprar na baixa e vender na alta, exige um pouco mais de conhecimento. O ETF representa uma oportunidade de entrar nesse mercado sem ter tanta experiência por serem produtos construídos e administrados por gestores qualificados. Além disso, alguns ETFs são referenciados em índices mais complexos, como o de Governança Corporativa ou de Sustentabilidade Empresarial.

- Diversificação: ao investir em um único ETF, você estará participando de diversas ações ao mesmo tempo, que fazem parte de um índice. Isso trará diversificação ao seu portfólio de investimentos.

- Baixo custo: além de pagar apenas uma taxa de corretagem, a taxa de administração desses fundos é também muito baixa. Além disso, não há a cobrança de taxa de performance, usualmente cobrada em fundos de ações e multimercados.

- Reinvestimento de dividendos: o investidor não precisa decidir o que fazer com os dividendos, eles são automaticamente reinvestidos na compra de mais ativos da categoria, de acordo com as regras do fundo.

- Economia de tempo: os ETFs são uma ótima solução para quem não quer gastar muito tempo analisando ação por ação, já que a estratégia é espelhar o desempenho do índice ou da cesta de ativos que compõe o ETF.

- Ótimos para traders: como os ETFs são valores mobiliários listados na bolsa de valores, podem ser usados como margem de garantia para realizar outras operações no pregão, como o Day Trade ou operações em mercados futuros.

Desvantagens:

- Tributação: quando se investe direto em ações, há a isenção do Imposto de Renda para a venda de ativos abaixo de R$20.000,00. Já nos ETFs, incidirá sempre a alíquota de 15% sobre o lucro obtido no momento da venda das cotas. Outra desvantagem é que o investidor precisará calcular o valor do tributo e pagar a DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal).

- Baixa liquidez: os ETFs ainda são pouco difundidos no Brasil e isso faz com que a oferta de produtos dessa natureza ainda seja pequena, apesar de estar crescendo, comparada a outros ativos.

- Gestão passiva: em um fundo tradicional, a equipe de gestão escolhe não apenas os ativos, mas também o peso de cada ativo na carteira e o timing de entrada e saída de cada ativo. Já nos ETFs, os gestores se preocupam apenas em replicar a composição e o desempenho de um índice de referência.

Como vimos, o ETF é um investimento fácil e prático de ser feito. Entretanto, é preciso pesquisar bem e ter segurança ao escolher essa aplicação. E não custa lembrar que, apesar de os ETFs de renda variável serem mais comuns, não podemos esquecer que alguns ETFs replicam ativos de renda fixa.

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Raissa Cabral

Raissa Cabral

Raissa Cabral é sócia do Portal do Investimento, atua no núcleo de renda variável dando suporte operacional e mesa de operações.