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3 erros ao investir para você nunca mais cometer

por Raissa Cabral

Investir é um processo longo de aprendizagem que requer muita paciência e dedicação. Durante o processo, muitos investidores cometem algumas falhas que acabam prejudicando seus rendimentos. São muitos os erros e neste artigo listei três deles.

1 - Falsa diversificação

A diversificação da carteira é essencial para que seu capital não fique exposto aos mesmos riscos. E, mesmo entendendo a sua importância, você sabia que pode acabar caindo em um falsa diversificação?

Diversificar é distribuir seu capital em diferentes ativos para mitigar riscos. Mas de nada adianta investir em variados ativos que estejam correlacionados, ou seja, ativos do mesmo setor/segmento ou que acompanham o mesmo indexador, por exemplo.

Para esclarecer melhor essas armadilhas, separei alguns exemplos em uma carteira.

Diversos ativos do mesmo setor.  Na tabela abaixo, temos cinco ações, mas todas atuantes no mesmo setor. Se esse setor tiver um desempenho ruim, é comum que todas essas ações também tenham um rendimento ruim, trazendo uma forte desvalorização da sua carteira no mesmo período. Por isso, ao montar uma carteira de ações, é importante escolher ativos de setores distintos.

Acessando o site da B3, você encontra a lista de ações por setores e segmentos:

http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/empresas-listadas.htm

Ativos acompanhando o mesmo indexador. Você pode ser um investidor conservador que prefere apenas renda fixa, mas precisa se atentar a quais ativos escolher na hora de montar a carteira.

A seguir, separei alguns ativos de renda fixa, que, embora tenham algumas características diversas, estão atrelados ao mesmo indexador, o CDI. Ao diversificar com esses ativos, se a taxa de juros cair, todos os seus ativos irão se desvalorizar. Dessa forma, você ficou exposto ao mesmo risco apesar dos diferentes ativos em carteira.

2 - Desconsiderar os riscos.

Você pode ter feito tudo certo, definiu seus objetivos e metas, analisou o contexto, diversificou de forma correta e definiu os investimentos mais adequados ao seu perfil, mas investir dinheiro sem correr nenhum risco é impossível. É primordial saber que os riscos existem e podem impactar seus investimentos. Separei dois deles que podem impactar todas as classes para entendermos.

O risco de mercado é um dos principais e pode ser definido como a variação no valor dos ativos. Seu risco está associado a movimentos da taxa de juros, inflação, câmbio e commodities, por exemplo. Nesse caso, todos os investimentos estão envolvidos por possuírem preços e taxas que variam constantemente, o que é conhecido também como volatilidade. Ignorar esse risco pode fazê-lo entrar e sair em momentos errados.

O risco de liquidez é o risco de converter seu ativo em dinheiro. Nos fundos de investimentos, a liquidez está associada ao prazo de liquidação desse resgate. Existem fundos com liquidação em D+0, D+30 e D+60, por exemplo. Ao escolher um fundo em que irá aplicar, deve-se levar em consideração seu prazo de resgate para que seu dinheiro não fique preso por um tempo indesejado.

Os ativos de renda fixa, como CDB, LCI e LCA, possuem prazo para resgate e, nesse caso, você só pode resgatar seu ativo na data de vencimento do título. Se o título tiver vencimento de 10 anos, seu dinheiro ficará preso por 10 anos. Já nos investimentos com muita liquidez, como ações, ETFs e fundos imobiliários, o risco está associado à dificuldade em vender seu ativo. Se não levar este risco em consideração, você pode precisar resgatar o dinheiro e não conseguir ou ter que resgatar um valor inferior ao aplicado.


3 - Não levar os impostos em consideração

Ter lucros satisfatórios é incrível, mas não podemos esquecer que, na maior parte das modalidades, é preciso pagar impostos sobre a rentabilidade, e não os levar em consideração na hora de escolher um investimento pode levar a prejuízos.

No mercado de ações, operações com vendas no mês em um limite de até R$20 mil são isentas de IR, mas, em qualquer valor superior a este, é preciso pagar o imposto mensalmente, desde que se tenha tido lucro.

No mercado de renda fixa, é preciso considerar o tempo em que deixará investido, pois quanto maior o tempo, menor será a alíquota do imposto.

Se você já cometeu alguns desses erros, não se desespere, é inevitável não cometer algum erro ao longo da trajetória. Por mais que eles tenham custado caro, é importante aprender com eles e saber que ainda é possível investir melhor.

Descubra os melhores objetivos para seu perfil.

Raissa Cabral

Raissa Cabral

Raissa Cabral é sócia do Portal do Investimento, atua no núcleo de renda variável dando suporte operacional e mesa de operações.